Apesar da agenda médica cheia, não posso me omitir em dar minha opinião sobre esta palhaçada intitulada “Marcha da Maconha”. Fico cada vez mais triste e sou levado a concluir que a população brasileira merece o que tem. Lula e Dilma sugando quase metade de um ano de trabalho em impostos e ninguém se mobiliza, mas para fazer bagunça pedindo a legalização de uma droga, um bando de babacas da classe média enche as ruas? A cada dia, eu chego à conclusão que a única saída para este pais é mesmo o aeroporto!
Nem adianta tentar debater sobre o tema, pois não consigo sequer conceber nenhum argumento válido para tamanha estupidez. Mas vou tentar, em respeito a você, leitor. Eis os seus argumentos:
Legalizando e regulamentando o consumo de drogas os recursos que o governo utiliza para combater (sem resultados proporcionais) o narcotráfico, poderiam destinar-se a combater mais eficazmente na prevenção e reabilitação dos viciados;
Você realmente acredita nessa besteira? O governo já é incompetente o suficiente para não garantir o pleno direito a saúde da população que não pode contar com um plano de saúde privado (como os manifestantes que participaram da marcha) e agora vai ser eficiente com programas de reabilitação? Fala sério. Cite um país onde isso tenha funcionado! Tem que ter fumado muita maconha pra acreditar nisso, como o FHC e o Carlos Minc!

Legalizando e regulamentando o consumo de drogas se elimina o narcotráfico, uma importante fonte de oferta de drogas, que se encarrega de “fazer propaganda” do produto entre os mais desprotegidos da sociedade (crianças e jovens), com os quais os narcotraficantes fazem um esforço para “fisgá-los”.
Vamos lá! O cigarro é uma droga lícita, legalizada, certo? Cujo preço é predominantemente constituído de impostos, concorda? Por que? Para desestimular e restringir seu uso e aumentar a receita do Estado, para que aqueles que insistem em utilizá-lo, mesmo tendo conhecimento dos problemas de saúde causados por ele, paguem um preço alto para manter o vício, mesmo tendo os lugares permitidos para o fumo a cada dia mais restritos. Você sabia que o Paraguai, nosso vizinho pobre, tem uma produção de cigarros 30 vezes maior que seu consumo interno: a fabricação de 87 bilhões de unidades por ano para um mercado de 2,5 bilhões. Há 36 fábricas no Paraguai, 25 delas com capacidade de produzir em larga escala. Para você ter uma idéia, sabe-se que o Brasil abriga cinco indústrias de cigarro, fora as que atuam clandestinamente sonegando impostos. Pêlo de rato, asas de inseto, pedaços de barbante, plástico e grãos de areia. Não, não é uma receita qualquer de bruxaria, esses ingredientes estão na composição dos cigarros falsificados e contrabandeados para o Brasil. Milhões de brasileiros não sabem que tragam essas substâncias, tão sofisticadas são as falsificações. A venda de cigarro clandestino não se restringe mais às bancas de camelôs. São maços e maços presentes em quase 50% dos pontos-de-venda do País – padarias, bares, restaurantes, bancas.
Agora vamos levar essa “experiência” para a maconha. Em primeiro lugar, a legalização aumentaria a oferta, reduzindo o preço e acabando com o tráfico, certo? Além de não acabar com o tráfico, facilitaria o acesso à maconha a pessoas sem maturidade suficiente para exercer seu direito de escolha: os jovens. Você tem visto propagandas de cigarros? Não? Porque foram proibidas. E mesmo proibidas o número de adolescentes que experimentam e se viciam vem crescendo, pois basta ir a uma banca, mercearia, mercadinho e comprar. Agora, imagina a maconha no mesmo patamar…
Os “chapados” querem justificar o erro da legalização do tabaco e do álcool, que existe hoje, em favor da legalização da maconha, como se um erro justificasse o outro. A maconha já deve ter feito seu estrago em seus neurônios. Quer dizer, se um dia eles tiveram algum
. Eu queria entender qual é a lógica de nossos “intelectuais”, nossos “artistas” que apoiam a legalização ao mesmo tempo que defendem a descriminalização. Eu concordo com a descrimininalização também, por entender que um viciado é um doente e não um criminoso, alguém que precisa de tratamento e não cadeia, assim como os viciados em tabaco, que deram o primeiro passo para o câncer de pulmão, traquéia e outras doenças. Entretanto, que hipócrita reconhece isso ao mesmo tempo que defende a legalização? Hipócrita o suficiente para reconhecer que usou bastante no passado, antes de constituir uma família, mas que agora não o faz com a mesma frequência. Por que, se é tão bom? Honestamente, não entendo como usar uma substância que altera seu estado natural e te faz fugir da realidade pode resolver os problemas. Por que não tentam a meditação? É mais barato e não tem contra-indicação. Será que é porque dá trabalho e acender um cigarro de maconha é mais fácil? Mas por que parar na maconha? A cocaína tem um efeito mais forte. Ops, ia esquecendo da heroína, obtida da papoula, usada a vários séculos como planta medicinal na Ásia. Não é esse outro grande argumento: os fins medicinais da maconha? Por que não legalizar todas as drogar e acabar de vez com o tráfico? Não é essa a lógica? Não esqueça que a maconha comprovadamente é a porta de entrada dos viciados no mundo da droga.
Os grandes consumidores*
Usuários de drogas ilícitas no mundo – 200 milhões
Maconha – 163 milhões
Anfetaminas – 34 milhões
Cocaína – 14 milhões
Opiáceos – 15 milhões
*O uso de uma substância não elimina o de outra
A Maconha
Também apelidada de baseado, erva, tora, bagulho, fininho, beise, a maconha é derivada das folhas de uma planta chamada cannabis sativa, que contém a substância ativa THC-Delta-9, o Tetrahidrocanabinol. É originária da Ásia Central e conhecida há mais de 200 anos. O uso constante pode levar a problemas pulmonares (seu teor de alcatrão é maior do que o do cigarro comum) e até ao câncer, porque nela existe uma substância chamada “benzopireno” um conhecido agente cancerígeno. Há estudos que apontam que a maconha diminui, no homem, a quantidade de testosterona, reduzindo o número de espermatozóides. O homem não fica impotente, mas pode ficar estéril.
Folha de maconha |
Efeitos fisiológicos
Além do cérebro, os efeitos colaterais da maconha podem atingir outras partes do corpo. A maconha possui centenas de substâncias químicas e, quando é queimada, outras centenas delas são produzidas. Ao ser digerida ou inalada em qualquer outra forma, inúmeros efeitos colaterais acontecem a curto prazo. Alguns deles são:
- problemas com a memória e com o aprendizado
- percepção distorcida
- dificuldade com pensamentos e solução de problemas
- perda da coordenação
- aumento dos batimentos cardíacos
- ansiedade, paranóia e ataques de pânico

Os efeitos iniciais criados pelo THC da maconha passam depois de uma hora ou duas, mas as substâncias químicas permanecem no seu corpo por muito mais tempo. A meia-vida do THC é estimada entre 20 horas a 10 dias, dependendo da quantidade e da potência da maconha utilizada. Isso significa que se você usar um miligrama de THC que possui uma meia-vida de 20 horas, 0,031 mg desta substância ainda estará no seu corpo depois de quatro dias. Quanto mais longa a meia-vida, mais tempo o THC permanecerá em seu corpo.

O debate sobre a intensidade do vício à maconha continua. Estudos, ainda em andamento, mostram os inúmeros sintomas possíveis associados à interrupção do uso da maconha. Estes sintomas quase sempre incluem: irritabilidade, nervosismo, depressão, ansiedade e até raiva. Outros sintomas são inquietação, mudanças importantes no apetite, ataques de violência, sono leve ou mesmo insônia. Além destes possíveis efeitos físicos, uma dependência psicológica quase sempre se desenvolve, pois a mente do usuário ambiciona o sentimento de leveza que consegue ao usar a droga.

Além destes efeitos que a maconha possui, os que a fumam estão suscetíveis aos mesmos problemas de saúde dos que fumam tabaco, como bronquite, enfisemas e asma. Outros efeitos incluem boca seca, olhos vermelhos, coordenação motora e concentração debilitados. O uso prolongado da droga pode aumentar a chance de danos aos pulmões e ao sistema reprodutivo, de acordo com a Agência Americana de Combate às Drogas (DEA – Drug Enforcement Agency). Seu uso também tem sido associado a infartos.

Em Brasília, a tentativa da tal “marcha” contou com funcionários públicos (que já não trabalham mesmo) e estudantes ( digo, alunos ) da UnB, pois estes alienados que estavam presentes procuram qualquer motivo para não estudar e não merecem ser chamados de estudantes. A maioria, é claro, da classe média/alta, se intitulando “pessoas esclarecidas”, mas que não passam de alienados, sem coragem de lutar por uma causa que seja realmente importante, como acabar com a desigualdade social no Brasil. Ainda tive que ouvir um imbecil defendendo a legalização e dizendo que “quando seu filho tiver idade para escolher, será ele aquele que fornecerá o baseado”. Um idiota como esse não deveria sequer ter o direito de ser pai!
Até agora a campanha pela legalização das drogas vem, felizmente, sofrendo oposição por parte da maioria da sociedade. As políticas de combate ao crime devem, sim, mudar. Não basta mais dizer: não às drogas. Temos que afirmar com a mesma veemência: não ao crime. Sair as ruas para reivindicar e permitir que nossa indignação ultrapasse as janelas de nossas casas.
LEGALIZAÇÃO? NUNCA!

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